Paulo, um jovem de 26 anos, procurou um urologista porque não consegue expor totalmente a glande quando tem ereção. Com o pênis flácido, a exposição acontece normalmente. O urologista lhe informou que no corpo do seu pênis existe uma pele esbranquiçada, sendo necessário removê-la através de cirurgia. Paulo pergunta: "Este procedimento é o único a ser adotado?"

Meu caro internauta, não é muito fácil emitir uma opinião sobre seu problema sem examiná-lo.  Quando a pele não permite expor a glande, é porque normalmente ela forma um anel que impede que isto ocorra.  Nestes casos, os tratamentos clínicos são de muito pouca eficiência. Por isso, a melhor opção provavelmente será a retirada desta pele por meio de uma cirurgia de postectomia (mais conhecida como circuncisão).

Este procedimento costuma ser realizado quando o indivíduo apresenta episódios frequentes de infecção na pele - geralmente causados por fungos - ou, como no seu caso, em adultos jovens nos quais a pele atrapalha a atividade sexual quando o pênis está ereto.

Vale lembrar que a circuncisão ajuda a prevenir um grande número de doenças sexualmente transmissíveis. Alguns estudos constataram que homens circuncidados têm menos risco de serem infectatos pelo HPV (papilomavírus humano), que quando transmitido para a mulher, pode determinar o aparecimento de lesões cancerosas no colo do útero.

Obrigado, Paulo, por ter enviado este email. O objetivo aqui é prestar um serviço de utilidade pública, mas jamais substituir a consulta médica.


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O internauta Alberto tem algumas dúvidas em relação à sibutramina, um medicamento que ajuda a diminuir a sensação de fome. Ele vem tomando o remédio há 2 meses, primeiro com uma dosagem de 10 mg (durante 40 dias) e agora com 15 mg. 

Ainda com a dosagem de 10 mg, Alberto sentiu alguma dificuldade para urinar. "Atualmente, após terminar a urina, está saindo um pouco de esperma", relata. Por isso, ele quer saber se o uso desse medicamento é prejudicial à saúde.

Prezado Alberto, a subtramina só pode ser usada sob rigoroso controle médico. Esse medicamento faz parte de um grupo de fármacos conhecido como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS).

A serotonina é uma molécula envolvida na comunicação entre os neurônios. Os medicamentos do grupo ISRS aumentam a concentração de serotonina ao inibir sua reabsorção pelos neurônios que recolhem esta molécula nas sinapses nervosas - o local onde acontece a transmissão de informação de uma célula para outra.

Os antidepressivos fazem parte do grupo IRSS. No entanto, algumas drogas desse grupo podem ter outras finalidades, como a dapoxetina, que está sendo usada para tratar a ejaculação precoce.

A subtramina é um antidepressivo também, mas com maior ação no centro da saciedade. Ela pode causar, de fato, uma maior dificuldade para urinar porque reduz a capacidade de contração da bexiga, principalmente quando já existem problemas desta natureza provocados por um aumento da próstata.

Caso o problema persista, faça uma consulta com um urologista.

Quero lhe agradecer, Alberto, por ter enviado um email para o blog Urologia em Destaque. O objetivo aqui é prestar um serviço de utilidade pública, mas jamais substituir a consulta médica.


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A internauta Roberta faz uma pergunta sobre disfunção erétil. Ela conta que seu namorado não consegue manter a ereção sempre que os dois tentam fazer sexo. Segundo o parceiro de Roberta, isso nunca havia acontecido antes. Ele faz questão de ressaltar que não se trata de falta de desejo sexual pela namorada. 

O problema, segundo Roberta, é que seu parceiro perde a ereção justamente quando o pênis se aproxima da vagina. Ela pergunta:

- O que será que pode estar acontecendo com ele? Será que é medo, insegurança?

Prezada Roberta, não é fácil responder sua pergunta. Mas se o  seu namorado tem menos de 40 anos, goza de boa saúde e não usa remédios, e levando em conta que o problema não acontecia antes, é bem provável que exista um forte componente emocional afetando o desempenho sexual do seu namorado. Muitas vezes, é grande a vontade de acertar e não falhar, e a cobrança (interna) acaba sendo o causador do problema. O melhor procedimento para você, em primeiro lugar, é não pressioná-lo. Além disso, aconselhe-o a procurar um especialista.

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O internauta Mario faz uma pergunta bastante pertinente. Ele quer saber se a ultrassonografia da próstata dispensa o exame de toque retal.

A resposta é não, Mario. O toque retal e a ultrasonografia proporcionam diferentes informações para a avaliação da próstata. Eu diria que o toque retal é indispensável. Já a ultrasonografia será realizada na dependência de haver sintomas ou não.

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O brasiliense Leônidas inaugura a seção "Você Pergunta" deste blog. Ele tem 48 anos e relata que tem prostatite crônica, uma inflamação da próstata cuja origem pode ser bacteriana ou não.

Leônidas sente dores na virilha, nas costas e no nervo ciático sempre que acaba de ejacular. Por conta disso, acha que sua próstata está sempre inflamada. "Mas nos exames", diz ele, "não aparece nenhuma bactéria. O que eu posso fazer?"

Caro Leônidas, o diagnóstico de prostatite nem sempre é fácil de ser feito, já que seus sintomas podem ser bastante diversos. O paciente pode passar grandes períodos assintomáticos ou ter crises repetidas. Nestes casos, o uso de antibióticos por longos períodos pode ser a solução, mesmo que os exames de cultura bacteriana sejam negativos.  Converse com seu médico.

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